quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Dodge e Ram: caminhos diferentes (e um transplante de símbolos)







Como muita gente sabe, a Chrysler passou por maus bocados durante a crise global, quase fechou as portas. A Fiat e o governo de Obama vieram com a salvação ($$$), e a ex-gigante americana conseguiu se manter viva.

Agora, para deixar de respirar por aparelhos, a empresa precisa de mudanças drásticas. E é aí que entra o nosso assunto.

A Dodge, uma das mais emblemáticas marcas da história da Chrysler, vai passar por uma mudança de foco. Continuará sendo uma marca esportiva, mas não tão bruta. Quer ser mais associada a tecnologia e vanguarda do que a raça pura. Pra isso, precisava se livrar de sua linha RAM de picapes.

Pois é isso o que acontecerá a partir de agora: uma Dodge realinhada, e a criação de uma nova marca exclusivamente dedicada a veículos pesados, a RAM - que deixa de ser apenas nome de produto (a Dakota, aliás, também passa a ser da RAM).






Quanto à identidade visual das novas marcas, uma curiosidade: o carneiro bravo que antes era da Dodge passa agora a ornar as frentes dos musculosos RAM. E a marca Dodge, pelo que se sabe até agora, ficará SEM SÍMBOLO, apenas um lettering levemente modificado, mais limpo.

Será que esse troca-troca vai dar resultado? É esperar pra ver.
























imagens - divulgação (montagem - collecta estúdio)

3 comentários:

Daniel Campos disse...

Mudanças mais que necessárias, já que a comunicação da uma empresa para irremediavelmente por seu logotipo.

O que acho?
humm... prefiro esperar mais um pouco!

Mike disse...

Uma vez entrevistaram o Wolner sobre a marca do Itaú que ele tinha feito (originalmente preto ao invéz de azul) e ele disse que era um absurdo que o conceito era pra ser preto e tudo mais... (Itaú em uma lingua indígena X é pedra preta).
Logo depois disso a repórter perguntou pra ele "Mas você concorda que o banco não perdeu nenhum cliente porque o preto virou azul?"

Na minha opinião é quase o mesmo esquema, porque quem compra esse tipo de carro não compra pelo desenho do logotipo... mas pelo status da marca, né? O que é triste algumas vezes.

Mas não sei, como o Daniel aí de cima disse, prefiro esperar pra ver as aplicações e desdobramentos... Mas adianto que acho o lettering Dodge MUITO LEGAL!

Abraço Rodrigo e Érika, estamos devendo aquela pizza!

Felipe disse...

Complementando o comentário anterior, o Wollner diz na mesma entrevista que quem faz a qualidade do produto é a própria instituição, o logotipo apenas reforça essa idéia, como uma impressão digital feita pra você reconhecer quem está falando.

A mudança no conceito da Dodge está ligada ao logotipo e (mesmo que eu não tenha gostado do novo logotipo) deve trazer um resultado, ou pelo menos tena mostrar para os clientes sua "nova cara".