quinta-feira, 6 de outubro de 2011
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
A evolução dos blogueiros
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Você sabe quando começou a onda dos blogs?
Em janeiro de 1994, o estudante Justin Hall criou o primeiro blog da história, o "Justin´s Links From the Underground". O formato despretensioso de diário virtual fez tanto sucesso que daí pra frente foi uma evolução rápida e que gerou diversas vertentes. Tudo isso está muito bem explicado nesse ótimo infográfico desenvolvido pela Flowtown, uma empresa especializada em mídias sociais.
Clique na imagem abaixo para ampliar e descubra se você está no meio dessa história.
imagem: divulgação
via: yorokobu
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Erika Tani Azuma
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sábado, 16 de janeiro de 2010
A evolução da garrafinha
E a mais curvilínea e famosa das garrafas completa, em 2010, 95 anos de vida. O verdadeiro ícone da Coca-Cola passou por poucas, mas interessantes transformações. À seguir, acompanhada de cada imagem, contamos um pouco de sua história.
A primeira garrafa foi desenhada em 1915 pela empresa Root Glass Company (Terre Haute - Indiana). O designer responsável Earl R. Dean e sua equipe (incluindo o famoso soprador de vidro sueco, Alexander Samuelson) tinham como ponto de partida os 2 ingredientes do refrigerante: a folha de coca ou a noz da cola. Como eles não encontraram uma foto de referência de ambos, encontraram no cacau (sim, o fruto do chocolate!) a forma ideal para embalar a bebida de fórmula secreta.
O protótipo da primeira garrafa desenhada pela Root Glass em 1915. O projeto nunca foi produzido em larga escala devido a desproporção entre o meio e a base, tornando a embalagem instável e frágil para ser transportada. Mesmo assim, o formato foi patenteado em novembro do mesmo ano.
Esboço da primeira garrafa (1915)
Mas tudo era questão de ajustes. Dean resolveu a questão, aumentando o diâmetro da base da garrafa. Eis que surge o molde acinturado (e mais equilibrado) que permanece até hoje:
Em 1916: A patente foi renovada em 25 de dezembro de 1923, quando foi criada a garrafa de Natal. Esse modelo se tornou muito popular entre os colecionadores, pois no fundo da maioria delas vinha impresso o nome da cidade em que foi produzida.
A garrafa de 1957: Neste ano, a empresa decide eliminar a marca em relevo e substitui pela impressão em branco. Em 1960, a garrafa foi registrada como marca, tornando-se a segunda embalagem da história a receber o certificado, devido a sua originalidade e por ter um formato reconhecível até no escuro.
Em 1961: O processo de impressão tornou-se mais sofiscado, possibilitando a utilização de 2 cores. A assinatura Coca-Cola em branco sobre a tarja vermelha trouxe um forte apelo comercial. Ambas as versões de assinatura (só branco e vermelho com branco), foram amplamente utilizadas nos mercados internacionais. Este ano também foi marcado pelo 75º aniversário do refrigerante.

Variações do frasco foram utilizadas no mundo todo, nas mais diversas línguas, até o introdução definitiva da garrafa de plástico no final da década de 80.
Mesmo assim, a mais charmosa das garrafas de vidro continua disponível em alguns países, como no Brasil.
Essa garrafinha de plástico foi introduzida em 1994, e continua até os dias de hoje.
Em 2007, novos materiais. Foi criada a primeira garrafa de alumínio, pelo designer Turner Duckworth.
Em 2008, a Coca-Cola apresenta uma garrafa de 2l para alguns mercados (por aqui, já havia chegado fazia tempo), mantendo a cinturinha de sempre. Abaixo, o desenho atual.
E por fim, toda a linha atual da Coca-Cola. Com a inconfundível identidade visual de sempre, transpondo mercados, tecnologia e principalmente o tempo.
imagens e fonte: o melhor blog/site de embalagens, the dieline
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Erika Tani Azuma
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quarta-feira, 18 de março de 2009
Menos é mais - Dieter Rams



imagens: divulgação e design museum shop
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Erika Tani Azuma
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segunda-feira, 9 de junho de 2008
Tampinhas

Maura Cluthe é a dona dessa coleção de tampinhas. Veja o Flickr dela.
via swissmiss
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Rodrigo Disperati
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quarta-feira, 4 de junho de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
Tipos Latinos
Começou dia 31 a Terceira Bienal de Tipografia Latino-Americana: Tipos Latinos 2008.
Via até 24/07, no CCSP - Centro Cultural São Paulo (Av. Vergueiro nº. 1000, Piso Flávio de Carvalho).
Trabalhos e palestras bacanas. E outro fato tão bacana quanto: é grátis. Alguns exemplos de trabalhos expostos são esses que mostramos aqui agora, na ordem: Burques Script, Alejandro Paul (Argentina); Frida Text, Fernando Mello (Brasil); Quel Teuhe, Francisco Galvez Pizarro (Chile); Tauran, Raul Garcia Plancarte (México); Armorial, Buggy e Gustavo Gusmão (Brasil); Espiral, Miguel Angel Alba (México).
SERVIÇÃO:
Horário de visitação: Terça a sexta das 10h00 às 20h00.
Palestras
11/06
Alejandro Lo Celso, typedesigner, Argentina
Palestra: Tipografía e Linguagem: identidade e nacionalismos
19h, Centro Cultural São Paulo
11/06
Palestra: México, forjando el carácter. Um panorama da escritura, atipografia e a imprensa no México, assim como seus principais criadores defontes recentes.
19h, Centro Cultural São Paulo
20/06
Palestra: FontCase: Adriane (Fonte selecionada no Tipos latinos 2008)
19horas, Centro Cultural São Paulo
Oficinas:
De 09 a 10 de Junho, 14h00 – 18h00.
Onde: Centro Cultural da Espanha São Paulo
Rua Martinico Prado, 474 Higienópolis São Paulo
Inscrições até 05/06
Apresentação das caligráficas dos diferentes estilos góticos ou blackletters, assim como da letra inglesa ou copperplate. Se realizarão demostrações com diversos instrumentos clássicos de caligrafía, assim como algumas técnicas experimentais e expressivas.
De 12 a 13 de junho, 14h00 - 18h00
Onde: Centro Cultural São Paulo
Inscrições até 05/06
De 16 a 17 de julho, 14h00 - 17h00
Onde: Centro Cultural São Paulo
Inscrições até 10/07
De 22 a 23 de julho, 14h00 - 18h00
Onde: Centro Universitário Senac
Inscrições até 17/07
Essa a gente não perde mesmo.
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Rodrigo Disperati
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quinta-feira, 22 de maio de 2008
Klimt, a inovadora pintura de um clássico
Faz tempo que estamos em débito ao deixar de postar sobre os grandes mestres da pintura. Mas não é por menos, voltamos a falar de um grande artista. Hoje, Gustav Klimt é alvo do collecta.
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Nascido em Baumgarten, próximo de Viena, Gustav Klimt (1862 - 1918), desenvolveu sua carreira no momento em que a capital da Áustria se transformava em uma das cidades mais brilhantes da Europa.
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Filhos de ourives e educado na Academis de Artes Aplicadas, Klimt defendia a fusão das belas-artes com o artesanato. Suas obras literalmente brilharam ao incluir a sutuosidade de folhas de ouro e prata em telas inspiradas nos mozaicos bizantinos.
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Retrato de Adele Bloch Bauer I (1907) - Óleo e folha de ouro e prata sobre tela
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Este é o mais famoso retrato de Klimt e representa, junto com O beijo, o ápice de sua época dourada. A modelo Adele Block-Bauer era esposa de Ferdinand Bloch, prestigiado vienense de origem judia e que encomendou o retrato ao pintor.
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Klimt investiu bastante tempo na confecção deste quadro. Os primeiros esboços remontam a 1903 devida a elaborada e complexa técnica empregada, que previa a colocação de folhas de ouro e prata, e a realização com gesso de intrincados motivos em relevo.
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Como uma composição triangular e assimétrica, Klimt dipôs Adele em um ambiente sobrecarregado, barroco, sufocante e claustofóbico.
O dourado invade o fundo e é o elemento fundamental do vestido, onde a ornamentação integra a iconografia habitual do pintor na fase dourada: espirais micênicas, olhos em estilo egípcio, círculos, retângulos e xadrezes. A aura repleta de ovais em torno da cabeça e a estranha forma à esquerda da modelo, remetem aos famosos mozaicos bizantinos.
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O abraço (1905-1909) - Técnica mista
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Colaborou com a Oficina de Viena, empresa que difundiu a versão local do Art Nouveau com elaborados desenhos têxteis. Sua identificação com o decorativismo, o levou a desenvolver um tratamento plástico nas vestimentas de suas obras de forma singular, em contraste com o realismo dos rostos que pintava.
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Judith I (1901) - Óleo e folha de outro sobre tela. (clique na imagem para ampliar)
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Esta é uma das obras mais conhecidas de Klimt. Aqui o pintor ofereceu uma versão inovadora do mito de Judith, a famosa viúva judia que, para libertar o povo hebreu, seduziu e decapitou o general assírio Holofernes. Nessa tela, a protagonista transforma-se no ícone erótico da mulher fatal. E Judith I causou polêmica na época: o rosto contemporâneo da modelo, com seu penteado e suas feições, reflete sem disfarce o prazer sexual de uma mulher que acaba de abater seu amante.
A força da composição se concentra no rosto da mulher que, ligeiramente inclinado, dá a sensação de desfrutar o clímax sexual, como indicam os olhos entreabertos, a insinuante boca, as narinas dilatadas e as bochechas avermelhadas. Enfeitada por uma gargantilha larga e dourada, a pernoagem exerce tal fascinação que os demais elementos parecem acessórios.
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O eterno feminino foi seu maior tema, a essência de retratos e alegorias. A sensualidade e erotização de suas obras, provocaram a sociedade autríaca, revelando a ambiguidade da época, causando atração e repulsa ao mesmo tempo.
Retrato de Emilie Flöge (1902) - Óleo sobre tela
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Ao tomar como modelo vertical os bijin-e (estampas de mulheres famosas) japoneses, Klimt aplicou critérios decorativos pela primeira vez em um retrato. Sobre fundo sombrio, envolveu a silhueta de Emilie com luz resplandescente, que atrai o olhar para o vestido. As duas formas à margem da figura contribuem para produzir o efeito.
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As três idades da mulher (1905) - óleo sobre tela
A tela aqui reproduzida tem formato quadrado. Klimt dispôs verticalmente as três figuras femininas nuas que representam a passagem do tempo, com uma organização compositiva ajudou o pintor a mostrar uma versão original do conflito entre a juventude e velhice.
A decoração é um elemento compositivo importante e significativo, já que isola e, ao mesmo tempo, une as personagens. À primeira vista, mãe e filha parecem estar envolvidas por um manto, enquanto a anciã se encontra fora dele.
O pintor resolveu brilhantemente as limitações do formato, inclinando a cabeça das personagens. Como isso acentuou a sensação de solidão e desespero da anciã diante da proteção, carinho e esperança da mãe e da menina, ao mesmo tempo que todas personagens se inclinam perante a passagem do tempo.
O prédio da Secessão Vienense
A obra e a atuação de Klimt e o seu comprometimento com a Secessão Vienense (o artista foi o primeiro presidente do movimento, que se baseava na ruptura com as academias oficiais da época) e outras associações de artistas das quais fez parte, foram fundamentais para a revisão dos padrões estabelecidos pela academia na sociedade austríaca. Anteciparam e inspiraram os movimentos modernistas, que envolveram a arte, a arquitetura e as artes aplicadas, na intenção de integrá-las, entre eles a criação da Bauhaus.
O beijo (1907-1908) - Óleo e folha de ouro e prata sobre tela.
Qualificado como obra-prima, O beijo é a pintura mais famosa de Klimt. Símbolo da Viena brilhante e um dos ícones da arte do século XX, a obra se tornou a peça chave para a reconciliação entre o artista e o governo.
Com abundante utilização de folhas de ouro, suntuosidade dos motivos ornamentais e pelo tratamento da superfície ao estilo dos mozaicos bizantinos, a pintura contitui o auge do período dourado do artista.
Aqui a figura masculina assume papel ativo, algo incomum na obra de Klimt. Ajoelhada, a mulher mostra atitude passiva, entregue em uma composição serena, quase sonhadora.
Conforme a convenção pictória que associa as formas retilíneas com a masculinidade e as curvas com a feminilidade, Klimt decorou a túnica do homem com retângulos pretos dourados e prateados. Por sua vez, enfeitou o vestido da mulher com desenhos sinuosos e circulares, alguns dos quais contém motivo floral policromático.
Apesar da tela representar a sublimação do amor físico, a carga erótica é sensivelmente inferior à outras obras do artista. Envoltos por um decorativismo suntuoso, sensual e brilhante, os elementos figurativos do casal parecem destacar mais o ssentimentos de ternura, proteção e romance do que os derivados do impulso sexual, tão presentes nos trabalhos de Klimt.
Klimt foi um artista único, interpretando a seu modo as descobertas das vanguardas européias, acreditando em novas possibilidades dentros dos rígidos padrões da época. Sensual e sonhador, a pintura de Klimt segue com uma originalidade única e singular.
O artista em sua típica túnica, fotografado por volta de 1914 diante de seu ateliê na rua Josefstaedter, nas proximidades de Viena.
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"Não há nehum auto-retrato meu. Não me interessa a própria imagem como objeto do quadro, apenas outras pessoas, especialmente femininas, mais ainda em interessam outros fenômenos. 
fonte: "Coleção Grandes Mestres da Pintura" do jornal Folha de São Paulo
Por
Erika Tani Azuma
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