quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Roy Lichtenstein - imagens da Era do Consumo


"Alka Seltzer" - 1966
Art Institute of Chicago


"In the car" - 1963
Scottish National Gallery of Modern Art

Na vanguarda do movimento da Pop Art, ao lado de Andy Warhol, Roy Lichtenstein (1923-1997) foi fascinado e inspirado pela linguagem e pela imagem dos quadrinhos .
Em seus quadros a óleo e tinta acrílica, ampliou as características das histórias em quadrinhos e dos anúncios comerciais, e reproduziu a mão, com fidelidade, os procedimentos gráficos. Empregou, por exemplo, uma técnica pontilhista para simular os pontos reticulados das imprssões. Cores brilhantes, planas e limitadas, delineadas por um traço negro, contribuíam para o intenso impacto visual.


"Blam" - 1961
Yale University Art Gallery


Seu interesse pelas histórias em quadrinhos como tema artístico começou provavelmente com uma pintura do camundongo Mickey, que realizou em 1961 para os filhos.

"Crying Girl"-1964
Milwaukee Art Museum


O artista: Inspiração na "Geração Consumista"



"Yellow Brushstroke" - 1965
Kunstmuseum - Suíça


"Stepping Out" - 1978
Metropolitan Museum of Art
O pintor cubista Pablo Picasso foi forte influência no trabalho de Lichtenstein.
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O fordismo, que instaurou a Era do Automóvel, trouxe em sua esteira o mercado de massa: geladeiras, lavadoras, telefones, “plásticos”, náilon, televisão, radar, transistor, comida industrializada, disco de vinil: a pesquisa científica se traduzia em aplicações tecnológicas ao alcance de todos, através das estratégias de marketing e economia de escala, e Lichtenstein colocou na parede das residências e museus todos esses produtos do saber. Os americanos sonhavam com uma residência moderna, onde tudo era plasticamente belo e funcional: gavetas deslizantes, armários embutidos, copos, jarras, comida congelada e pré-fabricada, hambúrgueres e naves espaciais.


"Interior with mirrored closed" - 1964
Detroit Institute of Art


"Baked Potato"- 1962
Kunsthaus Zürich

O objetivo de Lichtenstein foi oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas. Seus quadros, desvinculados do contexto de uma história, aparecem como imagens frias, intelectuais, símbolos ambíguos do mundo moderno. O resultado é a combinação de arte comercial e abstração.
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Na ação violenta e no amor sentimental das HQs que pintou, Lichtenstein retratou boa parte do século XX, passando pelas imagens de latas de refrigerantes e aviões. Suas obras revelam o mundo que sobreviveu ao sonho enlouquecido de Hitler e que, assustado com a posterior destruição das Torres Gêmeas pelo terrorismo difuso e raivoso, percebeu que a história ainda não havia acabado para todos.


"Whaam!" - 1963
Tate Gallery - Londres

Imagens:lichtensteinfoundation
Fonte: arscientia e história da arte

Post ao som do álbum Hail to the Thief - Radiohead

2 comentários:

Rodrigo Disperati disse...

...e finalmente falamos de Lichtenstein! Muuuuito bom.

charliebrownnyc disse...

"The Crying Girl" = minha obra de arte favorita de todos os tempos!